Comerc
21
11
16

Comparar propostas, conhecer os ofertantes e até acompanhar a previsão do tempo fazem a diferença na hora de fechar negócio

COM_Banner_Panorama_3dicas_C01

 

Em 2016, o mercado livre de energia registrou uma das maiores ondas de migração de consumidores da história. Entre dezembro de 2015 e setembro de 2016, o número de consumidores livres e especiais saltou 76%, ultrapassando a marca de 3.200 consumidores, de acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O crescimento tem boa justificativa: o consumidor livre pode escolher de quem comprar energia, negociando preço, prazo e índice de reajuste do contrato. Na prática, isso pode significar uma redução expressiva na conta de energia, além de previsibilidade para o orçamento da empresa. Com a crise econômica que marcou o ano, muitas empresas buscaram alternativas para diminuir gastos. A retração do consumo, aliada a um bom volume de chuvas, aumentou consideravelmente o nível dos reservatórios, o que, consequentemente, abaixou os preços dos contratos de energia, tornando o mercado livre ainda mais atrativo.

Atualmente, podem entrar nesse mercado consumidores com demanda contratada a partir de 500kW, o que equivale a uma conta de aproximadamente R$ 80 mil, caso de shoppings, supermercados, hospitais, condomínios comerciais, entre outros. Para aproveitar os benefícios de ser um consumidor livre, é fundamental ter uma boa estratégia de contratação de energia no momento da migração do mercado cativo para o mercado livre. Mas o que muitos consumidores acabam esquecendo é que, após a migração, continua sendo muito importante ter o cuidado de analisar as diversas propostas disponíveis no mercado. Mesmo tendo um contrato de médio ou longo prazo vigente, pode ser necessário comprar energia adicional em alguns meses ou, ainda, vender eventuais sobras em determinados períodos. Esses ajustes fazem parte da rotina de um consumidor livre e a negociação de operações pontuais pode fazer uma grande diferença no caixa da empresa.

Por isso, a Comerc Trading, maior comercializadora independente de energia do país, do grupo Comerc Energia, oferece um amplo portfólio de energia capaz de atender os diferentes perfis de consumidores interessados em fazer um bom negócio. Confira três dicas essenciais:

1)    Fique de olho no PLD

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) é uma referência para os preços praticados em operações de curto, médio e longo prazo no mercado livre. O preço é calculado semanalmente, considerando, principalmente, o volume de chuvas, as afluências dos rios e o consumo de energia no país, além da entrada de novas usinas geradoras em operação. Todos esses fatores impactam diretamente o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Quanto mais baixo estiver o nível dos reservatórios, mais alto tende a ser o PLD, porque haverá menos disponibilidade hidrelétrica para gerar energia, e vice-versa.

Dessa forma, se o PLD estiver com tendência de baixa, é mais provável que um consumidor livre consiga fechar uma compra por um preço mais competitivo. A análise das tendências do PLD considera a meteorologia, as vazões dos rios e o nível dos reservatórios, além de fatores macroeconômicos, para estimar os prováveis movimentos do PLD nas semanas seguintes. Para estar sempre informado sobre essas variáveis, acompanhe o Panorama Comerc toda semana!

2)  Compare as ofertas no mercado

Você já sabe que o PLD é uma referência para os preços no mercado livre, mas saiba também que as ofertas oferecidas por geradoras e comercializadoras podem variar muito. As propostas podem corresponder ao PLD mais um ágio ou até mesmo o PLD com deságio. Por isso, aceitar a primeira oferta que aparece sem fazer uma pesquisa de mercado pode ser a receita para fazer um mau negócio. Como em toda cotação, conhecer as propostas de no mínimo três vendedores é sempre recomendável.

3)    Cuidado com fraudes

No caso da compra de energia, é muito importante buscar referências sobre o vendedor escolhido para evitar dores de cabeça. Isso porque essas operações envolvem uma “entrega física” de energia e as geradoras e comercializadoras precisam ter o devido lastro para o que estão oferecendo. Já no caso de uma venda de sobras de energia, essa checagem também é recomendada, para evitar eventuais problemas. Além disso, é importante ficar sempre atento às obrigações tributárias de cada operação. Certifique-se de que os tributos estão sendo recolhidos da forma correta. Procure empresas idôneas para evitar contratempos.

 

compartilhe

veja mais panoramas

Panoramas
Panorama semanal


Tags